Quando se fala de literatura são-tomense, o primeiro nome que vem imediatamente à cabeça é o de Almada Negreiros, um dos maiores vultos da literatura portuguesa e que para surpresa de alguns, é natural de São Tomé.

Os primeiros registos de Almada Negreiros na “História Etnográfica da Ilha de São Tomé” refe-rem a literatura de tradição oral, da qual Francisco Stokler é o expoente, escrita no dialeto forro e datada da segunda metade do século XIX.

Contudo, entre os grandes precursores da literatura escrita, o destaque vai para os poetas Caetano Costa Alegre (versos, póstumos) e Marcelo da Veiga (O Canto do Óssobô). Tido unanimemente como o maior escritor são-tomense, surge a figura de Francisco José Tenreiro, poeta sociólogo que se inscreve no ciclo da expressão literária dos anos 40, 50 e 60. Após a independência, saltam para a ribalta nomes como Albertino Bragança, Sacramento Neto e Frederico Gustavo dos Anjos no domínio da ficção e Francisco Costa Alegre, na poesia e prosa.