Na fase seguinte à independência e respetiva descolonização, assistiu-se a uma descida dramática da produção, sobretudo a partir do momento em que as roças e algumas plantações foram nacionalizadas. Os tempos adivinhavam-se difíceis se não se invertesse o rumo, pelo que, no final dos anos 80, e com o devido apoio do FMI e do Banco Mundial, aliado ao perdão da dívida externa, tomaram-se algumas medidas de saneamento que passavam pela desvalorização da moeda, a contenção de endividamento público e, sobretudo, pela reprivatização das roças…Nos últimos anos tem havido algum desenvolvimento embora a um ritmo bastante lento: a produção de cacau tem vindo a subir, voltando a ser o produto de maior exportação, algumas roças começam a recuperar o fôlego de outros tempos e incentiva-se o cultivo de produtos como óleo de coco, mandioca e café.

cacau

Apesar de o turismo ter aberto novas portas em termos de emprego, os serviços comerciais e administrativos ocupam ainda uma minoria da população. A indústria é praticamente ine-xistente ou de muito pouca expressão. Em termos numéricos, os principais países de origem das importações são Portugal com 51%, a França com 14%, Angola com 11% e o Japão com 10%.

Prevê-se que a economia registe um crescimento de 6,0%, em 2012, suportado pelo investimento direto estrangeiro (IDE) na prospeção de petróleo e pela construção de um novo porto de águas profundas. Porém, as expectativas de longo prazo permanecem altamente dependentes das perspetivas, ainda incertas, do potencial de exploração petrolífera, cuja produção não é esperada antes de 2016.