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Onde o Verde é ainda mais Verde

Se a ilha de São Tomé é sempre des-crita como sendo verde, então o que dizer do Príncipe? Verde mais verde não há. É uma ilha intocada, quase virgem, escassamente habitada e com praias de sonho. Ir ao arquipélago sem pôr os pés no Príncipe é pecado.

Como Chegar

Existem apenas dois modos de chegar à ilha do Príncipe. O mais fácil, rápido (50 minutos) e dispendioso é por avião. A outra forma é de barco, sabendo-se de antemão que, apesar de ser mais barata, é substancialmente mais lenta (cerca de oito horas) e incerta. Na realidade, tratam-se de barcos que carregam abastecimento e ou disponibilizam alguns lugares para passageiro. Normalmente, as ligações são feitas duas ou três vezes por semana, mas nunca se sabe ao certo, tal como é uma verdadeira incógnita saber a que horas partem – horários é coisa que não existe.

Como Deslocar

Não há muitas hipóteses e a pé é a mais provável. Pensa-se que não exis-tam mais que 30 automóveis em toda a ilha, pelo que alugar um está um pouco fora dos horizontes. A excepção pode ser alojar-se no Bom Bom Island Resort e inscrever-se em excursões por ele organizadas. De resto, em termos de transportes públicos, existe uma camioneta com capacidade para 30 passageiros. Parte do Mercado Municipal e percorre as estradas que são viáveis. O barco, por outro lado, pode ser uma solução viável para conhecer a ilha: ou recorre aos serviços dos pescadores ou, de forma mais segura e mais cara, também, inscrevendo-se no centro náutico do Bom Bom Island Resort. Eles levam-no onde pretender.

O Norte

A ilha do Príncipe, que detém um estatuto autónomo, como que parece parada no tempo. É um sossego absoluto distribuído em 19km por 15km. E é no norte, mesmo assim, que se sente alguma vida. Basta atentar no facto de as únicas estradas alcatroadas serem aqui, mesmo não passando de uma extensão total de 12 quilómetros, que ligam o aeroporto, a cidade de Santo António, o Ilhéu do Bom Bom e a roça Sundy. O resto é trilhos de terra batida ou de terra mal batida. Mas aqueles que chegam de avioneta têm uma visão estonteante a partir do ar, que dá para ter uma ideia do que os espera. E com o aproximar à pista, melhor se distinguem os bungalows do Bom Bom, as casinhas da cidade e a cor turquesa aveludada do mar junto à costa.

Bom Bom Island Resort

Tirando um ou outro visitante que se aloja numa pensão da cidade, a maioria dos turistas encaminha-se para o Bom Bom Island Resort. E percebe-se porquê: nada como estar na varanda de um bungalow a dois passos literalmente da praia e com a piscina nas costas, de poder conviver num bar elegantemente decorado e degustar uma refeição requintada num restaurante debruçado sobre o mar. A distribuição do resort é um achado os espaçosos bungalows de madeira assentam na ponta norte da ilha do Príncipe, alinhando-se ao longo das duas praias quase paralelas, e só o bar, o restaurante e o ancoradouro é que se localizam mesmo no Ilhéu do Bom Bom. A ligá-los, existe uma ponte de madeira suspensa, com cerca de 150 metros, a pairar acima da ondulação do Atlântico.

Cidade de Santo Antónia do Príncipe

Se se disser que a população total da ilha do Príncipe ronda os 6 mil habitantes, então já se fica com a noção da importância da capital – e única cidade – Santo António do Príncipe, que comporta mil e quinhentos moradores. Perante os números, trata-se provavelmente da localidade com estatuto de cidade mais pequena do mundo.
É muito fácil percorrê-la, assim como é muito fácil dela se ficar enamorado. O centro dá pelo nome de praça Marcelo da Veiga e é à sua volta que se distribuem os pontos mais marcantes da urbe: a Igreja Velha, a antiga Casa do Governador e várias moradias degradadas que deixam adivinhar terem possuído belas fachadas. Há ainda a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, quatro ou cinco ruas, uma marginal, o rio Papagaio, o Mercado Municipal e… mais nada. Logo ali à frente, é já domínio da floresta. Santo António é muito pacata, sem pressas e sem horas marcadas. Vale muito a pena tão-só por isto, mas também para passear pelas ruas e para atentar no mais ínfimo indício de bulício no mercado.

Roça Sundy

É no noroeste da ilha que se encontra a mais afamada roça do Príncipe. E compreendem-se as razões de tamanha fama além das dependências habituais de uma roça que se preze (a casa do administrador, as casas dos trabalhadores, o hospital, uma igreja, os armazéns, as casas dos capatazes), a Sundy tem a maior parte dos espaços bem restaurados. A casa grande, nesse particular, é um caso à parte, pois está quase tudo intacto tal e qual como deixou o último dono português: quadros, mobília e loiças são as mesmas de tempos idos, exactamente como os tectos de madeira e o soalho de azulejo, a sala de estar, a sala de refeições, a marquise, os quartos e a varanda do segundo piso com vistas privilegiadas para o mar. E tudo devidamente recuperado. É por isso que o presidente da república são-tomense, quando visita a ilha, a escolha como residência oficial. Mas é no exterior que se encontra o elemento mais surpreendente: os estábulos e as cavalariças a fazer lembrar um castelo, com torres e ameias de pedra. Os cavalos, na altura, eram um bem muito precioso.
O extremo nordeste é, porventura, o maior tesouro do Príncipe. Não o é só pela roça Belo Monte, um belo exemplar que se distingue pela fabulosa localização nas alturas e a partir da qual se tem uma panorâmica extraordinária, mas, sobretudo, pelo que se encontra no seu sopé: a praia Banana a mais bonita de São Tomé e Príncipe.

Roça Belo Monte

O extremo nordeste é, porventura, o maior tesouro do Príncipe. Não o é só pela roça Belo Monte, um belo exemplar que se distingue pela fabulosa localização nas alturas e a partir da qual se tem uma panorâmica extraordinária, mas, sobretudo, pelo que se encontra no seu sopé: a praia Banana a mais bonita de São Tomé e Príncipe.

A Roça Belo Monte começa por surpreender com a sua estrutura de pequeno castelo, que parece parte de um antiquado parque de diversão. As obras de reabilitação do quintal da Roça Belo Monte e a bela casa de patrão já começaram, e vai incluir um “Museu de

Praia Banana

É o melhor “postal ilustrado” do arquipélago. Numa curva da costa que faz lembrar uma banana, estende-se um suave areal dourado que tem a resguardá-lo uma imensidão de coqueiros e palmeiras inclinadas, que parecem curvar-se numa vénia a esta obra-prima da natureza.
O mar, morno e de um azul translúcido, dá o toque final à perfeição. E não foi por acaso que este foi o cenário escolhido pela Bacardi para gravar o melhor spot da sua campanha publicitária. Os sonhos existem.

O Sul

A região meridional do Príncipe faz lembrar um mundo à parte. È a área mais isolada, mais distante e mais fora do tempo que se possa imaginar, a despeito da exiguidade da ilha. O único acesso ao interior sul é de jipe (a requisitar no Bom Bom Island Resort) e, mesmo assim, não é fácil, tal o estado de determinadas picadas. Normalmente, o limite é conferido pela roça São Joaquim, em avançado estado de degradação e cuja população ainda se dedica à confecção do óleo de palma. Mas é a volta que as atenções são captadas, perante um cenário digno de figurar num livro de magia: em fila ordeira, alinham-se alguns dos picos mais impressionantes da ilha – Monte Pai, Monte Filho, Pico Fanado, Pico Mesa, Barriga Branca, Brito Barriga, Monte Papagaio e Fundão. A excepção é o cume da ilha (o Pico do Príncipe, com 948 metros de altura), que é distante dali.

A maior parte da área visitável está resumida mas, para realmente se conhecer e compreender a essência do Príncipe, é necessário ir mais além e só de barco é possível. Partindo do resort do Bom Bom, e sempre a bolinar ao longo da costa, desvendam-se as praias Seabra, Campanha, Burra, Macaco, Banana, avista-se a cidade de Santo António e a sua vasta enseada, e começa-se a distinguir o vulto do mais emblemático ilhéu do Príncipe, o Boné do Jóquei, e entra-se na zona mais “bruta” e selvagem, que apenas é acessível de barco. Para o fim, reserva-se o mais idílico panorama da ilha: a indescritível Baía das Agulhas é altura de desligar o motor, parar e contemplar em silêncio.



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