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 Príncipe CAMARA DISTRITAL LOBATA

ILHA DO PRÍNCIPE

AFINAL HÁ SONHOS QUE PODEM TORNAR-SE REALIDADE…

Ir a São Tomé e não conhecer o Príncipe é pior, muito pior mesmo, do que ir a Roma e não ver o Papa.

É perder a paisagem de suspender o fôlego que se avista do topo da roça Belo Monte sobre o verde denso e exu-berante de uma floresta intocada pelo homem, tendo a seus pés uma praia que a Bacardi descobriu para ilustrar o mote “os sonhos existem”;

É desperdiçar a ocasião de viver o contacto mágico com um lugar onde a floresta ainda tem mais força do que o homem; É como ignorar os céus brilhantes e límpidos onde o cientista Arthur Eddington confirmou a teoria da relatividade de Einstein apostando na pureza original da Natureza que esta ilha oferece;

É escapar, para mal dos seus pecados, à experiência única de sentir como é uma Reserva da Biosfera Mundial de acordo com os critérios da Unesco;

É como saber, ambicionar e ao mesmo tempo não aproveitar a possibilidade de nadar à noite alumiado pela fosforescência dos cardumes de peixe-agulha e de mergulhar em paisagens subaquáticas que jamais esquecerá;

É cometer o pecado de não conhecer com os seus olhos as terras onde se produz o cacau com que se fabricam dos melhores chocolates do mundo, afinal uma lenda viva e saborosa da História.

Perde-se muito não visitando o Príncipe. Perde-se o que foi sumariamente des-crito e muito mais. Porque ao desembarcar nesta pequena ilha em verde denso e azul translúcido, o viajante sente que chegou ao Paraíso e não o avisaram, embora continue bem vivo e com os pés na Terra – um pedaço do planeta Terra que dificilmente descobri-rá em qualquer outro lugar.

COMO CHEGAR

Chega-se ao Príncipe de barco e de avião. A ilha dista cerca de 140 quilómetros de São Tomé, em direcção Nordeste. A companhia aérea de São Tomé e Príncipe disponibiliza quatro voos semanais entre as duas ilhas num aparelho de 18 lugares e cuja viagem demora cerca de 50 minutos. Se pretender deslocar-se de barco pode optar por travessia em embarcações de carga, que demoram oito horas, tendo horários e periodicidade incerta. As obras de modernização do aeroporto e a construção do porto estão em curso, pelo que mais-dia-menos-dia a ilha será acessível por aviões de muito maior capacidade e por embarcações com horários mais regulares e dedicadas a passageiros.

Creia o viajante amante de viagens inesquecíveis que não lhe vale a pena esperar por esses melhoramentos porque a recompensa justifica a paciência e os ganhos são incalculáveis, acrescidos em deleite, lazer, prazeres dos sentidos, emoção e beleza.

OS SONHOS EXISTEM

Suponhamos então que decide não esperar pela renovação do aeroporto, pela finalização do porto e desembarca em Santo António do Príncipe, a mais pequena cidade do mundo. Saiba que tem estatuto de cidade, aliás vetusta e com história pois vai a caminho dos 500 anos de existência. É capital da ilha e da Região Autónoma do Príncipe, mas a sua dimensão está na proporção de uma ilha com apenas 140 quilómetros quadrados de área e extensões máximas de 16 e 8 quilómetros. Acresce que uma vasta área da região Sul está coberta por floresta virgem, pelo que a população total anda pelas sete mil almas, 1500 das quais na capital.

Em Santo António, conhecidas a Praça Marcelo da Veiga, a Igreja Velha, percorridas as ruas pontuadas por exem-plos interessantes de fachadas coloniais, observado o Rio Papagaio, estará o viajante disponível para partir à descoberta do resto da ilha. Ficou a conhe-cer o que julga ser o essencial da mais pequena cidade do mundo, mas não é bem assim. A hospitalidade dos cerca de 1500 habitantes da capital da ilha é um património que cativa a todo o momento, e de modo surpreendente, mesmo aqueles que pensam não ter mais a aprender com esta recatada comunidade urbana que tem uma dimensão humana capaz de o deixar rendido, emocionado até.

Saiba o viajante que deslocando-se atra-vés da ilha encontrará sempre onde comer e dormir e não será rara a ocasião em que famílias lhe abrem as portas das suas casas repartindo o seu quinhão de acepipes, sobretudo peixe de uma frescura inimaginável e banana deliciosa cozinhada de mil e uma maneiras. É assim a hospitalidade fraternal das pessoas do Príncipe.

Antes de se fazer à estrada é importante saber que a ilha tem apenas 12 quilómetros de vias alcatroadas e depois percursos de terra batida, em alguns casos “mal batida”, no dizer local dos moncós, os originários da ilha, cujas raízes remotas estão em Angola, Cabo Verde, Portugal…. Pode pensar em recorrer a um jipe alugado no Centro Náutico Bom Bom Island Resort – sujeitando-se a ter de esperar vez durante alguns dias – ou a uma bicicleta, segundo igual método e no mesmo local, ou então às próprias pernas, solução garantida, ideal e de que nunca se arrependerá se a forma física for aceitável e o calçado apropriado. Não se esqueça de que as extensões máximas são, repete-se, 16 e 8 quilómetros. E por falar no Centro Náutico Bom Bom Island Resort, a verdade é que todos os
caminhos dos visitantes do Príncipe ali vão dar por saberem de antemão que irão encontrar que procuram para desvendar a ilha, desde hospedagem a apoio logístico e dicas relevantes. O resort foi construído no ilhéu Bom Bom, situado na parte Norte da ilha e acessível através de uma ponte.

Também pode dar a volta à ilha de barco, é outra opção, quiçá complementar da terrestre, e para tal a solução será recorrer mais uma vez ao mesmo resort ou à disponibilidade de um pescador… Seja qual for a opção, o êxito é garantido.

Santo António situa-se no interior da baía com o mesmo nome, bastante fechada e penetrando de maneira incisiva pelo interior do território. Partindo da capital para Noroeste o destino certo é a Roça Sundy, que irá encontrar tal como a deixou o último proprietário, desde a casa do administrador às residências dos trabalhadores, passando pelo hospital e as instalações dos capatazes. O tempo e as circunstâncias fizeram desta roça um museu realista de uma época que marcou a História dos territórios que formam hoje a República Democrática de São Tomé e Príncipe. Reza ainda a História que foi também aqui, na Roça Sundy, que o cientista britânico Arthur Eddington comprovou a teoria da relatividade de Einstein. Deslocou-se expressamente ao Príncipe para observar o eclipse total do Sol de 29 de Maio de 1919 e fotografar o movimento das estrelas adjacentes (só possível em situação de eclipse, devido à penumbra criada). Com os dados elaborou os cálculos que lhe permitiram confirmar a teoria de Einstein, validados pelo próprio.

A atividade que subsiste na Roça Sundy permite ao visitante usufruir da oportunidade única de observar tarefas como a de ralar coco ou quebrar o cacau. Prosseguindo a deslocação um pouco mais para Norte, a Ponta do Sol oferece um ocaso de cortar a respiração, capaz de nos tocar até ao fundo da alma.

Se o rumo a partir de Santo António for o de Nordeste, o lugar a eleger será a restaurada Roça de Belo Monte, espaço reconvertido numa perspectiva de turismo ecológico inserido na experiência conduzida pela empresa HBD Boa Vista, do milionário sul-africano Mark Shuttleworth, que pretende contribuir para o desenvolvimento sustentado da ilha do Príncipe através da atividade turística.

O viajante apercebe-se sem delongas da justeza do baptismo “Belo Monte”. A partir da roça, tendo a paradisíaca Praia da Banana aos pés, observa-se grande parte do território da ilha e a sua densa massa florestal de um verde exuberante, não ficando dúvidas de que esta esconde uma vida natural ainda prenhe de mistérios. Também na Roça São Joaquim, outra etapa possível nesta deslocação em deriva mansa, se pode abranger uma vista única da ilha, focada sobre o fabuloso Sul, convite irrecusável para uma incursão através desta região onde o homem continua a curvar-se sob o poder da Natureza misteriosa e inexplorada.

Através do Sul vale a pena conviver com os habitantes das comunidades piscatórias, entre elas a do Abade, correspondendo igualmente ao apelo lançado pelas águas para que nelas penetremos em busca de paisagens deslumbrantes, entre paredões assombrosos.

Reserve-se ainda para uma outra experiência memorável, de que já se falou e nunca será demais recordar: a de se banhar à noite nestas águas tépidas envolvido por uma nuvem fosforescente alumiada por cardumes de peixes-agulha. Uma experiência inima-ginável.
A Praia Banana é uma pérola do Príncipe, uma estrela tornada mediática pela Bacardi numa constelação de praias desertas com areias finas, claras e águas transparentes. Renques cerrados de palmeiras e coqueiros curvam-se reverencialmente sobre uma baía cuja forma faz lembrar o delicioso fruto do arquipélago, a banana, rico e delicioso nas suas sete variedades. São tantas as praias fantásticas do Príncipe, dotadas de características específicas, todas paradisíacas mas sempre diferentes, especiais, com os pormenores próprios que as distinguem e apelam à visita. Tem o viajante muita facilidade em descobri-las localmente, desde a Praia Grande, à do Macaco, à fabulosa Praia Boi e muitas outras, encontrá-las-á à medida que for desbravando o território, o embaraço será o da escolha, a dificuldade será deixá-las para regressar à vida quotidiana. Está-se muito bem no Paraíso e, em boa verdade, nem necessita de conhecer os nomes dados às praias para com elas se deleitar.

A Praia Grande é mais um santuário de desova das tartarugas no arquipélago. Com mil cuidados e a colaboração da equipa de voluntários que monitoriza e salvaguarda esses delicados momentos é possível comungar deles. Inesquecí-vel.

Ao explorar o Sul, onde um jipe terá maior utilidade do que no resto da ilha, deve guardar tempo para conhecer a Roça Terreiro Velho, onde se produz o cacau usado nos chocolates fabricados por Claudio Corallo, na cidade de São Tomé, e que estão na lista dos me-lhores do mundo.

Na Roça Nova Estrela avista-se a forma curiosa do ilhéu Boné de Jóquei, paraíso para os amantes ou principiantes do mergulho porque há condições para todos os graus de experiência – e todas elas inolvidáveis.

Os amantes de produtos das regiões que visitam e das recordações também não sairão de mãos a abanar do Príncipe, terra hospitaleira. O mercado de Santo António não é grande, mas quem pretender levar da ilha aquele souvenir especial certamente saberá encontrá-lo.

No entanto, fique o viajante certo de as principais e gratificantes recordações do Príncipe serão as memórias, as sensações vividas, as amizades feitas, as imagens guardadas, em fotos ou na mente, a entranhada vontade de voltar.

Haverá recordações melhores do que estas?

MERGULHO

No Príncipe são absolutamente fora de série as possibilidades de mergulho. Focinho do Cão, Boné de Jóquei, Mosteiros, Galé e Ilhéu das Tinhosas são locais a visitar. Os mergulhos, embora profundos, a 30 ou 40 metros, não são exclusivos dos adeptos mais experientes, excepto no lhéu das Tinhosas, recomendado só para nível avançado. Local de soberbas paredes verticais e rochas volumosas por onde se passeiam os grandes peixes… O mergulho na Galé é conhecido como um dos mais bonitos desta ilha. Mas o dos Mosteiros também não lhe fica atrás em beleza; aqui, as pequenas grutas contribuem para o carácter multifacetado pelo qual este mergulho é conhecido. À volta do Príncipe, além dos habituais peixes destas águas e dos tubarões gata, corvinas, corcovados, tartarugas, barracudas, wahoos, raias e moreias de grandes dimensões, podemos ser surpreendidos pelos tubarões martelo, sobretudo nas Tinhosas e Boné de Jóquei.


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